Opinião - Filme: O Caçador e a Rainha do Gelo




Freya é a irmã boa da toda poderosa Rainha Ravenna. Depois de passar por um trauma, no entanto, ela desperta para os poderes mágicos e se isola. Longe da irmã, ela constrói seu próprio reinado – se torna a Rainha do Gelo –, onde recruta crianças para compor seu exército, sob duas ordens: jurar obediência a ela e que os jovens abdiquem de qualquer forma de amor. Dois dos pequenos mais talentosos para o combate, Erik e Sara, crescem e se apaixonam. Quando Freya percebe que foi “traída”, no entanto, separa os dois. Paralelamente, o poderoso espelho mágico é dado como desaparecido. E será preciso impedir que o objeto caia nas mãos da nova rainha.

O Caçador e Rainha do Gelo estreou nos cinemas brasileiros no feriado do dia 21 de abril. Prometendo uma sequência emocionante para "Branca de Neve e o Caçador", o filme, na verdade, se mostrou bem aquém das expectativas.


A história parecia muito boa: o começo conta a história de como Freya, a irmã da Rainha Ravenna, torna-se uma rainha de gelo e recruta crianças, salvando-as do que considera um pecado: o amor. Erik (futuramente, O Caçador) é levado desta maneira e se torna um dos melhores subordinados da rainha, assim como Sara. O amor entre os dois é uma afronta e logo são separados. Branca de Neve e o Caçador acontece neste intervalo. Após a morte de Ravenna, o espelho desaparece e Erik é convocado a cumprir seu juramento com Branca de Neve e procurá-lo para levá-lo ao Santuário. 

O que eu esperava: a história do amor presente, sim, mas no background, motivando a vida do Caçador, mas sem ser o curso principal da história. Poucas coisas me surpreenderam (como mulheres anãs, por exemplo: não me recordo de muitos filmes em que elas apareçam. Sempre se referem a elas como "horrorosas", mas o filme foi inovador em mostrar duas que não entram neste estereótipo). Sentada na cadeira do cinema, eu conseguia prever o que viria nas próximas cenas! Inclusive nos poucos momentos de ação, o que me deixou muito entediada, o uso dos clichês ficou insuportável. Minha vontade durante grande parte do filme foi levantar e ir embora.

A produção tem uma ótima fotografia, embora a trilha sonora não seja das melhores. O problema é exatamente esse: por ser um filme de 115 milhões de dólares, acredito que os roteiristas poderiam ter investido melhor em cenas que tirassem o marasmo do filme, como nas lutas mágicas. Este recurso foi utilizado no final e por tão pouco tempo... Não deu nem para absorver os efeitos.

A atuação é muito boa (principalmente contando com os grandes nomes do elenco), mas, como a história é fraca, nem o esforço dos atores é suficiente para compensar.

Eu não tinha muitas expectativas para este filme, assim como não tinha para o primeiro, e fico muito grata por isso. A decepção já foi grande o bastante. As bilheterias não me deixam mentir, já que o filme é considerado um fracasso por não conseguir ultrapassar Mogli em sua estreia, alcançando apenas os 20 milhões (contra 56 milhões de Branca de Neve e O Caçador).

Para quem gosta de contos de fadas centrados em histórias de amor e com pouca ação, este filme pode agradar. De qualquer forma, não recomendo.

Nota: 1/5 (ruim)

Share this:

COMENTÁRIOS

0 comentários:

Postar um comentário