Resenha de mangá: Calling - Miu Otsuki


Título: Calling
Autora: Miu Otsuki
Gênero: Slice of Life, Yaoi
Sinopse: Um maçante assalariado chamado Kazuaki Hinamura voltava para casa depois do trabalho e passou por um parque onde trocou olhares com Kira Aratani, um ator de filmes pornô que estava gravando algumas cenas no local. Kazuaki fica sem jeito e foge, mas, no dia seguinte, Kira o esperava na frente do parque e lhe diz que se apaixonou à primeira vista por ele.

Antes de falar minhas opiniões sobre este mangá, queria parabenizar a NewPop por atender ao pedido dos fãs e trazer cada vez mais histórias do gênero Yaoi para o Brasil. Ele foi negligenciado por muito tempo, sendo exclusivo de autores não-licenciados e doujinshis, mas hoje isto está mudando!!
Pra mim, Yaoi é gênero. Ponto. Hehe.


Voltando ao que interessa, Calling é um mangá diferente por muitas razões. 

A primeira é a arte. Otsuki-sensei não tem o que seria considerada "arte tradicional", ou mais padronizada dos mangás. Por isso, muitos podem estranhar e até evitar suas obras, o que é, realmente, uma pena: as histórias compensam muito pelo o que a arte pode deixar a desejar. Sem contar que, uma vez que você se acostuma, a arte da sensei é belíssima e conquista.

A segunda é a temática: atores de pornô não são raros nos yaois da vida, mas muitas vezes os relacionamentos são abusivos ou trágicos (justamente pela natureza da profissão e pelo ciúme entre as personagens). Neste mangá, porém, tudo é tratado com bastante leveza e tato. Mesmo quando o Kazuaki (o trabalhador) entra em conflito por causa do trabalho do Kira (o ator), não é nada extremamente dramático (algo do tipo "deixe sua profissão por mim"). A crise vem e passa, sem que seja preciso abandonar nada. Como o próprio Kira diz, o trabalho faz parte de quem ele é. 

A terceira é o nível yaoi. Apesar de a história ser fofa e construída no tempo certo, o mangá não deixa a desejar no quesito sexo. Não se enganem, é muito, muito explícito. Se algum desavisado pega pra ler...


Eu, particularmente, não ligo muito se a história não for superficial (embora, em Calling, ela não seja muito aprofundada também) e se a quantidade de sexo não atrapalhar o andamento. E isto não acontece, yay!


Por último, gostaria de parabenizar a NewPop pelo excelente trabalho. As páginas são bem resistentes, a impressão é excelente, a capa é idêntica à original e a tradução está ótima. Só deixaria uma dica: tentem dar uma limpada nos pronomes pessoais do caso reto como "eu" e "ele", senti que estavam muito repetidos.

Nota: 8 (pontos perdidos pela repetição de pronomes na tradução e pela história não ser um pouco mais profunda).

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