RESENHA: O Canto das Sereias - Val McDermid




Autora: Val McDermid
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 490
Ano: 2014
ISBN: 9788528619010



Inspirado pelo acervo de um museu dedicado a aparelhos de tortura, o Assassino de Bonecas – como é conhecido por abandonar suas “obras de arte” em locais de público gay – parece ter descoberto a grande vocação de sua vida. E suas mortes são planejadas com tamanha frieza e impiedade que não deixam nenhum rastro para trás.
Por causa da ausência de pistas, o psicólogo Tony Hill é convocado para ajudar na investigação. Com a ajuda da detetive Carol Jordan, sua missão é entrar na mente do criminoso e estabelecer um perfil que possibilite desvendar sua identidade. No entanto, mesmo para um profissional experiente como ele, a série de mutilações sexuais seguidas de assassinato é diferente de tudo que já viu antes.
Um suspense psicológico tenso e muito bem escrito, O canto das sereias explora a mente atormentada de um assassino em série diferente de qualquer outro que o mundo da ficção já tenha visto. Os métodos de tortura utilizados, assim como o modo de abordagem das vítimas – narrados pelo criminoso em seus relatos sombrios – chocarão os leitores.
O sucesso do livro foi arrebatador, sendo adaptado para televisão. A produção conta, no elenco, com Robson Green (Dr. Hill) e Hermione Norris (detetive Jordan).


Sem fôlego do início ao fim!
Esse é um livro que você leitor de thriller/policial tem a obrigação de ler. Com uma narrativa perfeita, cenas fortes e um enredo arrebatador, Val McDermid mostra sua melhor forma. Estou encantado com a escrita da autora, a Bertrand Brasil fez um trabalho maravilhoso com a diagramação e capa – um dos motivos que me fez pedir o livro para resenhar. 

McDermid não mede esforços para uma narrativa elegante e ao mesmo tempo, fria de uma forma incrível. Muitas vezes fiquei pasmo com a narrativa pesada que me fazia duvidar se aquilo realmente seria possível num livro. O que provou, mais uma vez, que a qualidade das histórias de Val são comprovadas pelos seus leitores. 


“— Não poderia estar mais de acordo, superintendente. Mas o que seu chefe de polícia assistente parece pensar que posso ajudar no direcionamento mais eficaz do seu trabalho policial.”


Gostei muito de Carol Jordan, uma personagem sexy, esperta e ousada. Tem a cabeça no lugar e não se deixa levar por machistas e qualquer forasteiro. Tony Hil é um psicólogo contratado para traçar o perfil psicológico de psicopatas e serial killers, ou seja, o cara é barra pesada – não se meta com ele.

Eles chegam a conclusão de que estão realmente com um serial killer no caso em que estão investigando quando descobrem que os assassinatos acontecem numa região frequentada por gays – o que me fez dar suspiros e aplausos para Val, afinal, não é um assunto muito usado em um romance policial.


“As palavras congelaram Tony. A ereção que ele sentia se enrijecendo em suas calças morreu como um floco de neve numa poça d’água. Lá estavam eles de novo.”


É um dos poucos livros que me deixaram não só de queixo caído, mas sem fôlego algum após terminar a leitura. Eu ainda me pergunto se tudo o que li foi realmente ficção, ou se foram páginas de uma manchete verídica. Vai entender minha adorável mente, não é? 

É uma leitura mais que OBRIGATÓRIA para todos os leitores de literatura policial e thrillers de ótima qualidade. Uma história rica em detalhes, e que terá uma continuação. Indico muito a leitura não só para aqueles que gostam de policial, vale muito galera! É incrível! E claro, aguardo ansiosamente a continuação.



“Cross tinha deixado Brandon sem nenhuma opção a não ser suspendê-lo. A audiência disciplinar que inevitavelmente se seguiria seria dolorosa para todos os envolvidos, mas essa era a menor das preocupações de Brandon.”

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COMENTÁRIOS

2 comentários:

  1. Mestre Paulo Coelho, perdão, mas o tempo cura sim. Por gostar muito do seu trabalho, não sou obrigado a concordar em tudo.

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  2. Luciano Hernandez10 de junho de 2014 03:46

    Me parece ser uma leitura bem"gostosa",porém mais densa que seu último livro.
    O que é certo e errado? Tudo na vida tem um preço, qual é o da felicidade?
    A maior viagem que podemos fazer é sempre a interior, e insistimos em buscar
    tudo sempre no externo, lugares, objetos, pessoas, enfim, ainda não lí mas tô mor-
    rendo de vontade de ler...

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