LANÇAMENTO: A Bandeja, de Lycia Barros

 05 de Junho

Despertar - A bandeja


Aos 18 anos, Angelina está prestes a viver o maior desafio de sua vida: sair de Petrópolis para estudar no Rio de Janeiro, deixando para trás os cuidados e a proteção de seus pais. Assim que se instala na república de estudantes e começa a assistir às aulas, a jovem percebe que as dificuldades serão muitas. Ela divide um quarto com uma colega desorganizada, uma freqüentadora assídua de festas e chopadas que vive cercada de más companhias. Além disso, as condições das instalações da faculdade são precárias e os professores não parecem comprometidos. Angelina já está desanimando de sua nova vida quando esbarra no lindo Alderico – ou Rico –, um cara capaz de fazer qualquer garota perder o fôlego. O que ela não poderia imaginar era que Rico é seu professor de lingüística e se interessaria por ela também. Deslumbrada com a descoberta da paixão e certa de que Rico é seu grande amor, Angelina se joga de cabeça nessa relação, ignorando todos os conselhos que recebera dos pais a vida inteira. Ao mesmo tempo ela começa a ter sonhos que não consegue entender: homens lhe oferecem objetos numa bandeja e, logo depois que Angelina aceita seus presentes, eles se transformam em feras e desaparecem numa floresta. Primeiro volume da série “Despertar”, A bandeja é um romance arrebatador que retrata os dramas e as provações pelos quais qualquer jovem passa quando se afasta de sua essência e deve trilhar de novo o caminho do amor verdadeiro e de Deus.

A aula prosseguiu normalmente, mas parecia que nunca ia acabar. Eu estava louca para ficar a sós com o meu professor preferido de novo. Diferentemente da primeira vez, Rico caminhava por entre as carteiras enquanto falava, fazendo os alunos rirem de vez em quando. Não sei se ele tinha ideia de como era encantador.

Cada movimento seu dava uma foto, de tão perfeito que era. Em certo momento, passou pela minha mesa – seu calor me queimando a centímetros de distância – e deixou cair um pequeno papel, sem que ninguém visse. Meu estômago embrulhou de nervoso e me senti como se fosse uma criança no quinto ano. Seria realmente para mim? Procurei-o com o olhar para confirmar se era, de fato, para eu abrir. Mas meu lindo professor me ignorou, continuando a dissertar. Impaciente, abri imediatamente o papel no meu colo. Estava escrito:

“Meu anjo, te devo um jantar.”
Quase caí da cadeira. Aquilo não era real.

O deus grego da faculdade estava mesmo me dando mole. 

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