Autor Parceiro: Kelvim Vargas Inácio + Entrevista





1- Poderia se apresentar aos leitores do blog?
Meu nome é Kelvim Vargas Inácio. Sou natural de Porto Alegre/RS, mas moro em Lauro Muller (interior de SC) desde os 15 anos. Hoje, com 28 anos, sou casado, bacharel em direito, servidor público, blogueiro e escritor. Adoro ler e tocar violão. Contudo, minha maior paixão/vício é escrever.

2- Quando você começou a pensar em escrever, e por quê?
Em 2007, criei o blog Arfh (atualmente http://www.segundadose.com) e comecei a escrever com certa frequência. Após algum tempo, a brincadeira começou a ficar séria, até que em 2008, por incentivo de familiares e amigos, resolvi escrever meu primeiro romance (Segunda Dose, da Editora Baraúna).

3- Além de escritor, você tem alguma outra atividade profissional?
Sim. Sou Técnico Judiciário Auxiliar no Fórum da Comarca de Lauro Muller/SC. Trabalho na contadoria do foro.

4- Como foi o início da carreira? A família e os amigos apoiaram?
O início da carreira está sendo bem interessante. Uma sensação bastante surreal, para ser mais exato. Estou muito feliz com os recentes acontecimentos na minha vida.
Tive grande apoio da família e dos amigos mais próximos.
Para minha surpresa, tive apoio até mesmo de pessoas que sequer mantinha contato antes de escrever o livro. Muito legal!

5- Como você encara o cenário literário do Brasil atualmente?
O cenário parece-me favorável. Ainda que as editoras não invistam muito em autores nacionais (os estrangeiros sempre são privilegiados nesse processo), é possível perceber a multiplicação de escritores no país. Muitas pessoas correndo atrás de um lugar ao sol, assim como eu.

6- Os livros mais vendidos do Brasil são, sem dúvidas, estrangeiros. Isto parte de um preconceito contra a literatura nacional arraigado há gerações ou crê que haja falta de divulgação e valorização por parte das Editoras?
Talvez nenhuma coisa nem outra. Em que pese algumas editoras não valorizarem trabalhos muito interessantes, acredito que a culpa parte um pouco do próprio autor brasileiro.
Muitos deles acabam regionalizando demais a escrita, o que prejudica um pouco a leitura. Quando escrevi meu livro, tomei bastante cuidado para usar uma linguagem universal, a fim de que qualquer pessoa – independente de região – possa compreender o que foi dito e se identificar com a história.

7- Como foi a publicação de seu livro?
A publicação do meu livro foi uma etapa bastante agradável. A Editora Baraúna não perdeu tempo e começou a trabalhar no meu livro logo que assinei o contrato. Como não poderia ser diferente, foram muito atenciosos e profissionais durante todo o processo.
Nunca me esquecerei da sensação de ver meu romance publicado. De pegar o livro em mãos e saber que um bom trabalho havia sido realizado.

8- Como escritor, você deve ler muito. Quais são as maiores referências para você? Alguma escola literária o marcou nesta jornada?
De fato, leio bastante. Gosto muito de Veríssimo (pai e filho), Machado de Assis, Michael Chabon, Saramago, Fernando Sabino, Nelson Rodrigues, Oscar Wilde, etc.
Nenhuma escola específica me marcou. Gosto de vários estilos.

9- Dizem que os primeiros livros são um pouco autobiográficos. Isto se aplica a você? Os personagens foram baseados em pessoas do seu convívio?
Não, a história contada no meu livro não é autobiográfica. No entanto, como sou bastante observador, extraí algumas características de amigos e conhecidos e apliquei nos personagens. Aliás, acho que essa peculiaridade foi bastante válida, já que várias pessoas confessaram-me que se identificaram com alguns personagens. Digamos que deu um toque de realismo na trama.

10- A sua jornada como escritor apenas começou, creio eu. Qual é o seu maior intento? Qual o maior sonho em sua vida de escritor que ainda não realizou?
Como diz o ditado, o céu é o limite. Embora seja difícil, espero um dia ser reconhecido como um escritor de sucesso. Meu maior sonho, ainda não realizado, é fazer uma noite de autógrafos. Deve ser uma experiência muito gratificante.
Escrevo por amor. Tenho muito apreço por esta arte tão especial. Espero ainda escrever muitos livros no decorrer da minha vida.

11- A Arte de capa de seu livro foi sua idéia ou teve a sua colaboração? Aproveitando a pergunta, além do texto, quais foram as suas contribuições para a edição de seu livro?
A capa do meu livro foi idealizada por Priscila Velho Araújo (prislucifer@hotmail.com), uma grande amiga. Tive o cuidado de escolher alguém talentoso para fazê-la, já que minha intenção, desde o início, era impactar. Fazer uma capa capaz de chamar a atenção do leitor.
Procurei me envolver bastante na edição do livro. Eu mesmo escrevi o conteúdo das “orelhas” e da sinopse.

12- Quanto tempo levou para escrever seu livro? Há pessoas que certamente revisaram. Qual o papel delas no projeto do livro, ou seja, quanto elas contribuíram efetivamente para a construção do livro até o momento da publicação?
Levei pouco mais de um ano e meio para escrever o livro. Acredito que o tempo é imprescindível para que as ideias tomem forma. Contudo, espero escrever meu próximo romance em menos tempo.
Foram poucas as pessoas que leram o livro antes da publicação, mas suas opiniões, por menor que tenham sido, foram sempre muito importantes. Acho fundamental ouvir a opinião alheia, porquanto o autor vive para escrever para os outros.

Muito Obrigada!

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