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LANÇAMENTOS: Editora Novo Cocneito em Maio!

Prontos para conhecer os lançamentos do Grupo Editorial Novo Conceito em Maio? Cliquem na imagem para adicionar o livro no Skoob! Apreciem sem moderação! :D

 

 

A Rosa da Meia - Noite - Lucinda Riley

 


Abrangendo quatro gerações , The Midnight Rose varre dos palácios brilhantes das grandes marajás da Índia para as majestosas mansões da Inglaterra , depois da extraordinária vida de uma garota notável , Anahita Chaval , de 1911 até os dias atuais . . . No auge do Raj britânico , onze anos de idade, Anahita , de uma família nobre, mas empobrecida , forma uma amizade ao longo da vida com a teimosa Princesa Indira , filha privilegiada da realeza indiana. Como companheiro oficial da princesa, Anahita acompanha seu amigo para a Inglaterra , pouco antes da eclosão da WorldWar I. Lá, ela conhece jovem Donald herdeiro Astbury relutante ao magnífico , remoto Astbury Estate- e sua mãe conspirações. Noventa anos depois , Rebecca Bradley, uma jovem estrela de cinema norte-americano, tem o mundo aos seus pés. Mas quando sua relação turbulenta com o namorado igualmente famoso toma um rumo inesperado , ela está aliviada por seu último papel , jogando uma debutante de 1920, vai levá-la para longe do brilho da publicidade para um canto distante do campo Inglês . Pouco tempo depois das filmagens começa no agora desmoronando Astbury Hall, Ari Malik, bisneto de Anahita , chega inesperadamente , em uma missão para o passado de sua família. O que ele e Rebecca descoberta começa a desvendar os segredos sombrios que assombram a dinastia Astbury . . . Um conto de múltiplas camadas, de partir o coração cheio de personagens inesquecíveis capturados na varredura da história, The Midnight Rose é Lucinda Riley em seu mais cativante e inesquecível.


 

O Retrato - Charlie Lovett

 


Um livro para aqueles que amam os livros. 1995. A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros. Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare. "O Retrato" é uma fascinante mistura de suspense e paixão que nos convida a viajar no tempo, no rastro de histórias sobre livros.

 

Os Solteiros - Meredith Goldstein

 


Hannah é diretora de elenco em Nova York e ainda chora pelo ex que a abando- nou. Rob não é muito bom em assumir compromissos, mas nos tempos da facul- dade quase namorou Hannah — e não se esquece disso... Vicki tem um trabalho lucrativo (embora tedioso) como designer de interiores de uma grande rede de supermercados, e é uma depressiva crônica. Nancy leva uma vida dupla, e Joe é um quarentão que adora namorar mulheres mais jovens... Não há como negar: juntos, eles podem comprometer seriamente os planos de Bee de ter o casamento mais elegante da cidade. Da união desses personagens apaixonados resulta um romance divertido e doce sobre vidas entrelaçadas, relações de amizade e o incontestável amor.

 

Boneca de Ossos - Holly Black

 


POPPY, ZACH E ALICE sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo...

 

Um herói para ela - Lu Piras

 


Bianca sempre quis ser roteirista de cinema. Para realizar seu sonho, ela sai do Brasil para estudar na famosa New York Film Academy. Em meio às emoções da nova vida na Big Apple, um rapaz misterioso acaba salvando a vida de Bianca em duas situações diferentes. Tudo o que ela sabe é que o seu herói tem no braço uma misteriosa tatuagem. Sem pistas sobre o seu protetor, ela é convidada para um show da banda The Masquerades, cujos componentes escondem os rostos atrás de máscaras. Uma rosa branca cai sobre o seu colo, arremessada pelo vocalista. Decidida a desvendar a identidade do mascarado, Bianca invade o camarim da banda. A surpresa que a aguarda por trás daquela porta poderá mudar o seu destino. Uma história cheia de humor e romance.
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RESENHA: Quem Sabe Um Dia, de Lauren Graham


Autor: Lauren Graham
Editora: Record
Páginas: 368
ISBN: 9788501404473

Franny Banks é uma atriz lutando em Nova York, com apenas seis meses para o prazo de três anos que deu a si mesma para ser bem sucedida. Mas até agora, tudo o que ela tem para mostrar por seus esforços é uma única linha em um anúncio de camisolas feias de Natal e um emprego de garçonete degradante. Ela vive no Brooklyn, com duas companheiras de quarto, Jane - sua melhor amiga de faculdade, e Dan, um escritor de ficção-científica, que é muito, definitivamente não namorável. E está lutando por seus sentimentos por um cara suspeitamente charmoso de sua aula de atuação, tudo isso enquanto tenta encontrar um shampoo para seus cabelos que realmente funcione. Enquanto isso, ela sonha em fazer um trabalho "importante", mas parece que ela só consegue audições para propagandas de detergente líquido e comerciais de manteiga de amendoim. É difícil dizer o que vai acontecer primeiro: ela vai ficar sem tempo ou sem dinheiro, mas de qualquer forma, o fracasso significaria enfrentar o fato de que ela não tem absolutamente nenhum habilidade para sobreviver no mundo real. Seu pai quer que ela volte para casa e vire professora, seu agente não vai chamá-la de volta, e sua colega de aulas, Penelope, que parece incentivadora, pode só tornar a competição ainda mais difícil. Quem Sabe Um Dia é uma estreia engraçada e encantadora sobre encontrar a si mesmo, um amor e o mais difícil de tudo, encontrar um trabalho como atriz.


Quem Sabe Um Dia é o primeiro livro da aclamada atriz Lauren Graham. Sim! A Lorelai na série Gilmore Girls e Sarah Braverman em Parenthood. Sempre tive bons comentários da atuação de Lauren nas séries de TV e quando soube que ela iria publicar no Brasil com a Editora Record, confesso, fiquei curioso para conhecer o trabalho da atriz. Neste romance com cara de chick-lit, conheceremos Franny, uma atriz que luta para sobreviver. 

Há dois anos e meio, Franny mudou-se para Nova York e estipulou para si mesma um prazo de três anos para conseguir papéis de destaque como atriz. Porém, o que ela conseguiu foram apenas comerciais de Natal e um emprego como garçonete num clube de comédia. Ela divide o apartamento com Dan, e sua melhor amiga, Jane. 


“Preciso encontrar minha voz, senão vão me mandar sair. Ou pior: vão me arrastar do palco com uma daquelas bengalas gigantes de filme antigo. No período elisabetano, o público atirava ovos podres no ator quando não gostava da atuação. Não se faz mais isso, faz? Isto aqui é a Broadway, ou pelo menos, acho que é. Ninguém iria atirar...”


Franny tem muita personalidade e não desiste tão fácil dos seus sonhos, como um personagem qualquer faria. Todos acreditam que ela precisa de um “plano B”, caso não consiga realizar seus sonhos. Mas ela sabe que não tem um plano b, e que atuar é algo que ela sabe fazer melhor do que ninguém.  


“Qualquer um consegue sorrir no seu melhor dia. Gosto de conhecer homens que conseguem sorrir no seu PIOR.”


Eu gostei muito da Franny! A história tem um ritmo bem legal, de chick-lit mesmo, sabe gente? É impossível não rir ou se encantar com as trapalhadas aventuras de Franny. Lauren soube explorar sua experiência como atriz para construir um romance envolvente em que os papéis se invertem e podemos perceber que em qualquer profissão, existe um esforço tremendo para se alcançar qualquer posição. 

“Não conte histórias de um trabalho que quase conseguiu. Aprenda com a derrota e não fique insistindo nisso. Siga em frente.”


Através dos bastidores, observamos Lauren Graham construir um romance incrível que você precisa conhecer. A Editora Record está de parabéns pelo ótimo trabalho com a diagramação, onde podemos acompanhar cada passo de Franny. Venha conhecer essa história e se deliciar como eu me deliciei. 



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RESENHA: Mago: Aprendiz, de Raymond E. Feist



Autor: Raymond E. Feist
Editora: Saída de Emergência Brasil
Páginas: 432
ISBN: 9788567296005



Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.


Mago: Aprendiz é o primeiro livro de A Saga do Mago, escrita pelo brilhante Raymond E. Feist. Tinha todos os quesitos para ser um excelente livro de literatura fantástica: boa história, capa incrível, enredo excelente, mas que não foi trabalhado da maneira correta. Você vai entender tudo isso e o motivo de Mago: Aprendiz ter sido uma adorável decepção.

Adorável? Sim, afinal eu achei a história interessante. No início, comecei bem animado, lendo como se não houvesse amanhã. Ah, meu deus! Não posso dormir! Preciso ler Mago: Aprendiz! Olha essa capa, olha esse mapa! Bom, esse era o meu pensamento até começar a leitura.


“Pug ficou petrificado. Imaginara-se liderando o exercito do Rei em combates como Tenente da Corte, ou um dia descobrir ser o filho perdido de um membro da nobreza. Nos seus devaneios de criança, navegara em navios, perseguira monstros enormes e salvara a nação.”

As primeiras páginas são bem agradáveis, mostra a história em si e a vida de Pug, que é o nosso mago que de mago não tem quase nada. Ainda estou tentando lembrar dos poucos momentos em que realmente existe fantasia no livro. Foram pouquíssimos. E os momentos em que Pug mostra sua força – ou tentando aprender seus feitiços – foram cenas básicas, pouco trabalhadas.

Pug é um menino órfão criado por Magya e Megar, todos os anos ele passa por um ritual e por que não dizer teste? Para se candidatar ao posto de aprendiz de mago. Mas existe muito medo, pois muitos não se encaixam no perfil ou não possuem a qualidade necessária para ser um aprendiz de mago. E isso acontece todos os anos. Porém o inevitável acontece e Pug é escolhido por Kulgan, um respeitado mago do reino. Kulgan apenas escolheu Pug porque sentia algo dentro dele que se parecia muito com um dom extraordinário para a magia. 


“Sempre que tento fazer um dos feitiços simples que Kulgan me ensinou, como mover um objeto ou levitar, essas coisas na minha cabeça me desconcentram e perco o controle. Não consigo sequer dominar o mais simples dos feitiços.”

Depois de algumas aulas, ele não consegue dominar nenhum feitiço. E isso é muito estranho, afinal Kulgan tem certeza de que ele tem um talento incrível. Mas aí ele salva a Princesa Carline dos Trolls e torna-se parte da corte como escudeiro e passa a ter terras.


“O cavalo avançava devagar pelas falésias junto ao mar. A brisa cálida trazia o aroma das flores e, a leste, as árvores da floresta balançavam lentamente. O sol de verão provocava um reflexo quente sobre o oceano. Acima das ondas, gaivotas podiam ser vistas pairando no ar, e depois mergulhando na água em busca de alimento. Lá no alto, vagavam grandes nuvens brancas.”

E num dia tempestuoso, um navio aparece em Crydee e passa a conspirar uma guerra, com criaturas desconhecidas e seres muito poderosos. Então Kulgan, Tomas e Pug vão em busca de aliados para unir forças em prol desta guerra. 


“— Não creio, Pug. Tenho alguns conhecimentos destas coisas, e desde que se tornou aprendiz de Kulgan sinto o poder crescendo dentro de você. Talvez você o alcance tardiamente, como já aconteceu com outros, mas estou convencido de que encontrará o caminho certo.”


Parece uma história boa, não é? E é uma história incrível, mas não foi bem escrita. Muitas vezes parei de ler o livro e decidi desistir, abandonar. Mas não consigo abandonar um livro até descobrir o que acontece com todos os personagens no final. E prossegui com a leitura. A diagramação/capa/revisão do livro foi muito bem feita, a Editora Saída de Emergência Brasil está de parabéns pela ótima edição do livro. E o mapa que vem junto com ele. Tão lindo!


Como eu disse, a escrita é muito boa, mas deixa a desejar em inúmeros pontos. Depois da página 130 me senti um leitor perdido. Por mais que prestasse atenção no enredo e nas páginas que se seguiam, não consegui. Eu tinha uma expectativa muito grande com o livro e fiquei com os olhos bem abertos depois da resenha da Nanie Dias sobre o mesmo. Pensava que ia ter a mesma sensação que tive ao ler Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos, de Roberta Spindler: o livro tem 618 páginas, li 432 num só dia. Um livro nacional com 200 páginas a mais e fantasia de verdade deixou a sensação que Mago: Aprendiz não deixou. 

O que esperar de Mago: Mestre? Vou ler sem muitas expectativas, com um café bem forte... Sabendo que terei a mesma sensação. Afinal, alguns não sabem que Aprendiz/Mestre eram um livro só, e com o tempo Feist separou os dois livros para ficar mais comercial. E quer saber? Eu super indico a leitura, você não vai perder o seu tempo, pelo contrário, vai aprimorar seu senso crítico em relação à Literatura Fantástica. Até porque... Mago: Aprendiz não me convenceu de que é “a obra-prima da fantasia épica”, mas pode convencer você!


“Tomas chegou a uma pequena elevação de onde era possível vigiar o lado, encoberto por faias em crescimento, e afastou alguns arbustos para que pudessem ficar de tocaia.”



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LANÇAMENTO: Desejos, de Alexandra Bullen

Foto: [LIVRO À VISTA]

Um dos próximos lançamentos da Galera, Desejos já tem sinopse e 1° capítulo lá no site! ;) http://bit.ly/DesejosGR

"Algumas garotas são viciadas em fazer desejos. Você conhece o tipo. Esqueça estrelas cadentes e moedas jogadas num chafariz: essas garotas ficam olhando um relógio digital pela maior parte de suas manhãs, esperando dar 11:11. E quando a hora chega, geralmente elas desejam uma coisa que... bem, não vale muito a pena desejar. Uma companhia para o baile. Uma nota alta. Uma herança inesperada, pelo menos grande o suficiente para comprar aquela calça jeans que todo mundo tem. Não são essas garotas que procuro. 

Eu procuro por aquelas que sabem o quanto vale um desejo."


"Algumas garotas são viciadas em fazer desejos. Você conhece o tipo. Esqueça estrelas cadentes e moedas jogadas num chafariz: essas garotas ficam olhando um relógio digital pela maior parte de suas manhãs, esperando dar 11:11. E quando a hora chega, geralmente elas desejam uma coisa que... bem, não vale muito a pena desejar. Uma companhia para o baile. Uma nota alta. Uma herança inesperada, pelo menos grande o suficiente para comprar aquela calça jeans que todo mundo tem. Não são essas garotas que procuro. Eu procuro por aquelas que sabem o quanto vale um desejo."

Para Olivia Larsen, nada poderia mudar o fato de que sua irmã gêmea, Violet, se foi... Até que um misterioso vestido de festa é deixado à sua porta, e ele é capaz de lhe conceder um único desejo. E a única coisa que Olivia quer é ter a irmã de volta.

Agora, as garotas têm uma nova chance de viver tudo o que sempre sonharam. De quebra, descobrem que existem mais dois vestidos com o mesmo poder. Ou seja, mais dois desejos novinhos em folha! Mas mágica não pode resolver tudo. E Olivia precisa confrontar os fantasmas de seu passado para aprender a rir, amar e viver novamente.
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LANÇAMENTO: Princesa Adormecida, de Paula Pimenta


Foto: Como contei pra vocês no começo do ano (http://goo.gl/v1FocG), fui convidada para escrever versões contemporâneas das minhas princesas preferidas, assim como eu fiz com a Cinderela, em "O livro das princesas". Então agora chegou a hora de vocês conhecerem a capa de "Princesa Adormecida"! Essa é a minha releitura moderna de "A Bela Adormecida"! O livro vai ser lançado no fim de maio e eu não vejo a hora de saber se vocês vão gostar da minha princesa... E, claro, também do meu príncipe! ♥

Para ler a sinopse: http://skoob.com.br/livro/383865

Liberada capa do novo livro da Paula Pimenta na Galera Record"Princesa adormecida", um reconto moderno de "A bela adormecida".

‘’Como contei pra vocês no começo do ano, fui convidada para escrever versões contemporâneas das minhas princesas preferidas, assim como eu fiz com a Cinderela, em "O livro das princesas". Então agora chegou a hora de vocês conhecerem a capa de "Princesa Adormecida"! Essa é a minha releitura moderna de "A Bela Adormecida"! O livro vai ser lançado no fim de maio e eu não vejo a hora de saber se vocês vão gostar da minha princesa... E, claro, também do meu príncipe!’’


Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...
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RESENHA: Uma Carta de Amor, de Nicholas Sparks


Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
ISBN: 9788580412475 

Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.” Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também. Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.


Uma Carta de Amor é um livro do nosso romântico incorrigível Nicholas Sparks. Comecei a ler os livros do Sparks no momento em que percebi que adorava histórias de amor. Dessas que prendem o nosso fôlego e nos fazem torcer pelos personagens. Com o tempo, percebi que muitos livros do Nicholas eram semelhantes. Aposto que você já ouviu isso por aí de qualquer pessoa que já tenha lido, no mínimo, três livros do autor. Mas eu não acho isso. E irei explicar tin tin por tin tin nesta resenha todos os meus motivos.

Primeiro gostaria de dizer que Nicholas Sparks é um tremendo filho da mãe. Uma carta de amor me prendeu desde que eu li a bendita carta que vem no prólogo, literalmente ela faz jus ao título.

Theresa Osborne passou por uma separação há pouco tempo, foi traída pelo marido, David e descobriu que ele a traia desde que se casaram. Theresa não acredita mais no amor, não vê motivos para isso. Ela tem um filho de 12 anos chamado Kevin, que ela o ama e faz de tudo para ele ter o que precisa.

“Ainda sonhava em se apaixonar, em ter alguém para abraçá-la e lhe dar a sensação de ser a única no mundo. Mas era difícil, se não impossível encontrar uma pessoa decente hoje em dia – a maioria dos homens na casa dos 30 anos que ela conhecia já era casada, e os divorciados pareciam procurar uma mulher mais jovem, que pudessem moldar da forma que quisessem.”

Como ela anda muito solitária, sua chefe a convence a tirar umas férias, ter um tempo para si mesma. Depois de correr na praia, ela encontra uma garrafa. De início ela acha que é lixo, mas quando vê o canudo de uma folha enrolada com um pequeno cordão, ela resolve abrir a garrafa. Com um pouco de dificuldade ela consegue retirar a folha e encontra uma carta que pode mudar sua vida.

“Sinto sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a nossa vida juntos.”


Após perceber que está com lágrimas nos olhos depois de ler a carta, ela precisa saber quem foi o homem que escreveu aquilo. Com a ajuda de uma amiga, ela publica a carta em sua coluna no Boston Times, e claro que foi um sucesso. Ela recebeu centenas de outras cartas em casa, de pessoas que se emocionaram com a carta. Alguns pedidos de casamento e até mesmo alguns homens ameaçando processá-la por direitos autorais. Mas nada disso aconteceu.

“— Se gosta dela, esse ela o faz feliz, e se você sente que a conhece... então não deixe que ela vá embora.”

Com a carta na boca do povo, Theresa recebe mais duas cartas, de pessoas que leram sua coluna e que se sentiram na obrigação de contar a Theresa. Ela precisa conhecer o homem que a escreveu. Então resolve procurá-lo...

“— Só um instante, estou pensando. Não é tão fácil quanto parece. Acho que também gostaria dos clichês: que ele fosse bonito, educado, inteligente e charmoso. Você sabe, todas as qualidades que uma mulher deseja num homem.”

Depois de uma incansável busca, e não é que ela o encontra? De início, ela não tinha nenhuma intenção, queria apenas conhecê-lo e saber que ele existia. Não importava se fosse gordo ou magro, novo ou velho, ou extremamente bonito. Ela só queria saber que ele realmente existia. Porém, não foi assim que aconteceu.

“Sentado m seu escritório, duas perguntas que não conseguia responder o atormentavam. A primeira: por que estava tão atraído por Theresa? E a segunda: por que de repente sentia estar traindo Catherine?”

Garrett a convida para velejar, nada muito formal, apenas para que Theresa conhecesse o lugar. Ela aceita. Eles começam então, a descobrir que um era o que o outro precisava para seguir em frente. E ainda tem Catherine. A ex mulher de Garrett, que faleceu há alguns anos, no hospital quando estava grávida de seu filho. As cartas jogadas ao mar, eram para Catherine.

“Fechou os olhos, cansada, de repente relutando em enfrentar suas emoções em conflito. Uma coisa, porém, era certa: ela nunca iria dizer a Garrett que o amava até ter certeza de que ele poderia deixar Catherine para trás.”

Esse é um dos pontos mais importantes do livro, como Garrett pode ter algo com Therese, se ele ainda ama Catherine? Uma amor verdadeiro? Theresa percebe que os olhos dele ainda brilham quando ele cita o nome dela... Como eles poderão ficar juntos, se existe ainda, um outro amor entre eles?

“No entanto, no dia seguinte, quando acordou, ao contrário da maioria dos seus dias, a primeira coisa em que pensou não foi em Catherine. Foi em Theresa.”

Leia e descubra que este não é mais um romance bobo do Nicholas Sparks, cada livro ele deixa uma mensagem a ser passada. Não importa e alguém morre no início, se o casal fica junto ou não, Sparks consegue despertar até numa pedra o desejo de conhecer e cuidar de alguém. Na minha sincera opinião, é isso que Sparks quer: fazer com que seus livros despertem sentimentos e sensações jaz escondidas de nós mesmos. E neste livro, ele conseguiu e isso e mais um pouco. 

“O amor verdadeiro é raro, e é a única coisa que dá sentido genuíno à vida.”
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RESENHA: À Espera de Frankie - Maeve Binchy

 

Autora: Maeve Binchy
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 476
ISBN: 978-85-286-1899-0

A mãe de Frankie está desesperada para encontrar alguém que cuide de sua filha, mas não tem muito tempo de vida. Noel não parece ser o mais promissor dos pais, mas, apesar de tudo, pode ser a maior esperança da menina. Lisa está pronta para abrir mão de tudo pelo homem que ama; mas será que ele vai retribuir seu amor? E Moira sabe o que é certo e tem o poder de mudar a vida de Frankie, porém também tem segredos a esconder.
À espera de Frankie é uma história sobre famílias não convencionais, relacionamentos que não são o que parecem e um bebê no centro da vida de todas as pessoas.
Uma das grandes qualidades de Maeve Binchy é introduzir novos personagens na história sem causar estranhamento, fato comum em romances com vários heróis. E, depois que eles estão inseridos na trama, os leitores dificilmente conseguem não se apegar, seja para o bem ou para o mal.

À Espera de Frankie é, provavelmente, uma das melhores leituras deste semestre. É a primeira vez em meses que consigo ter em mãos um livro que me faça sentir tantos sentimentos de uma só vez. São muitos personagens entrelaçados, aguardando a chegada de Frankie, uma bebê que nem nasceu, mas que já modificou tantas vidas.

Noel é o personagem mais cativante e espirituoso desta história. Embora tenha um sério problema com a bebida, mora com os pais, uma família extremamente religiosa. Tudo começa quando ele descobre que tem uma filha, ou melhor, que uma mulher que ele teve um caso há alguns meses está grávida, e a criança é sua. O que intriga Noel é que, ele não se lembra de ter saído com Stella pois certamente estava bêbado.

Stella além de grávida, está em seu leito de morte. Ela não sobreviverá à cirurgia para ter seu filho. De início ele decide não assumir a criança. Primeiro por achar que ela não é sua, segundo por achar que sua família não o apoiará... Pois é bastante religiosa. Mas... Como ele poderia criar uma filha, se ao menos tinha um emprego descente? Nem estudo, nem casa e ainda mais... Como ele poderia ter uma filha, se era um alcoólatra?

De início, essas perguntas atormentam Noel ao ponto de não conseguir dormir. Até que... Alguém aparece. Emily é uma mulher madura, resolvida e que é prima de Noel. E vai morar com ele nos próximos meses. É o tipo de mulher que não mede palavras, resumindo... Ela é incrível! Quando Emily chega, parece que o mundo ao redor dá uma pausa para ouvir o que ela tem a dizer sobre determinada situação.

“Emily não ficava se lamentando sobre o tempo perdido no passado ou sobre decisões erradas ou sobre Noel ter abandonado a escola e não ter dado continuidade a sua educação”

Eu poderia dizer que Frankie é a cola que liga todos esses acontecimentos. Porém, se eu não falar de Emily e de como sua garra mudou completamente o rumo pessoal de cada personagem, estaria mentindo descaradamente nesta resenha. Ao contrário do que Noel pensava, sua família o ajuda em todos os pontos e Emily... Bem, Emily conserta tudo ao seu redor!

Com a ajuda da prima Emily, Noel volta estudar, para de beber, passa a frequentar um grupo de apoio para alcoólatras e leva Frankie para casa. Parece que não mudou nada, mas ver um homem com menos de 30 anos mudar sua vida completamente para conseguir criar e dar uma vida melhor para uma filha que descobriu há poucos dias que existe... é um peso e tanto. E Noel sabe bem disso.

O livro é narrado com maestria e segurança, em nenhum momento eu me senti pressionado ou obrigado a ler o livro. A leitura simplesmente rolou, calma e tranquila. Não fiquei com pressa, mas com medo. Sim, eu tive medo de prosseguir com a leitura de À Espera de Frankie por um motivo bem simples: eu sou medroso e tenho medo quando um livro chega lá dentro da gente e desperta algo que não conhecemos totalmente. Quando terminei de lê-lo, fiquei de boca aberta por alguns minutos, observando o vazio e tentando digerir tudo.

“Este Noel Lynch era um acidente esperando para acontecer. Uma bomba prestes a explodir.”

Outra coisa que adorei neste livro foi o entrelaçar dos personagens. Maeve criou uma teia de aranha totalmente organizada para um livro que tinha tudo para ser um drama, mas tornou-se um romance, uma novela, um filme; vi tantas coisas que me senti assistindo a uma minissérie americana, daquelas que a cada episódio conhecemos um personagem novo e estes mais a frente, se conhecem e entrelaçam-se de uma forma misteriosa. E quando isso acontece... Suas vidas estão ligadas para sempre.

“Isso não podia estar acontecendo. Ela estava se apaixonando pela primeira vez.”

Noel acaba conhecendo Lisa na faculdade, uma design com um talento incrível os dois não viram colegas de imediato, mas ela o admirava e se perguntava como ele conseguia tudo parecer tão fácil. E não era nada fácil. Lisa muda-se para a casa de Noel para ajudar a cuidar de Frankie e claro, conseguir encontrar-se. Embora seja decidida e inteligente, é cheia de problemas. E quem a ajuda? Emily, a mulher maravilha que entrava na vida das pessoas sem pedir licença.

“Prima Emily, claro. A mulher maravilha que entrava na vida das pessoas exatamente quando precisavam dela. Ela não pareceu nem um pouco surpresa ao ver uma mulher usando um vestido de renda vermelho e preto acordando no sofá.”

Ainda existe Moira, a assistente social que eu odiei de cara, mas pude conhecer a sua realidade mais a frente. É impossível odiar um personagem escrito por Maeve Binchy, como não gostar de um personagem ao conhecer a sua história e suas dificuldades? Posso dizer que Moira é dura na queda e tem motivos para isso.

“Moira nunca teve uma boneca, muito menos uma casa de bonecas. Nenhuma festa de aniversário que se lembrasse. Não podia convidar suas amigas de colégio par casa, e foi por isso que se distanciou. Quando criança, tinha medo de ter amigas ou pessoas próximas porque, mais cedo ou mais tarde, a amiga ia esperar ser convidada para a casa de Moira e então, seu caos seria revelado.”

Moira sempre ficava procurando algo para usar contra Noel, afinal, era o trabalho dela. No fim, tudo o que ela quer é encontrar um lar para Frankie, onde ela possa ser amada e tenha uma educação de qualidade. Noel, Lisa e Emily tentarão ao máximo mostrar a Moira que são mais do que capazes de criar uma criança tão linda.

Vocês deve estar se perguntando: Vitor, você ainda não parou de falar! Confesso que me empolguei nesta resenha, mas é que, são tantos personagens, tantas histórias e emoções que chega a ser difícil colocar tudo numa resenha. É uma leitura mais que recomendada para aqueles que gostam de um drama entrelaçado com romance, uma dose de humor e personagens cativantes que podem mudar tudo.

Conhecemos sentimentos que nós mesmos tentamos esconder. O amor à família, responsabilidade de seguir em frente e tomar o próprio rumo de nossas vidas. 476 páginas que me fizeram conhecer uma história diferente de tudo o que eu já li. Não é um livro que fará você chorar horas a fio, mas fará você se perguntar: isso é mesmo possível? Se você quer uma leitura agradável, emocionante e com tudo isso que mencionei nos parágrafos anteriores. À Espera Frankie é a escolha perfeita.


“Tem sempre um que beija e outro que dá o rosto para ser beijado.”

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