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RESENHA: Alameda dos Pesadelos, de Karen Alvares




Autora: Karen Alvares
Editora: Cata-vento
Páginas: 263
Ano: 2014
ISBN: 9788566725094



Vívian era apenas uma mulher solitária, com uma vida normal, presa em sua rotina sem graça, até a noite em que presencia um acidente. A partir daí seu pesadelo começa; ela passa a ter visões de um homem que conheceu no passado e desejava nunca mais encontrar. E o pior: ele quer vingança. Até que ponto um pesadelo é fruto da imaginação? Vívian descobre que o limite entre a alucinação e a realidade é tão pequeno que a loucura está a apenas um passo de distância e o pesadelo pode estar escondido na nossa mente, como um monstro à espreita, esperando sua chance de despertar. E para escapar do seu horror particular, Vívian precisará entender quais foram seus erros. E finalmente aceitar a própria culpa.


Alameda dos Pesadelos é um baita romance da colega escritora Karen Alvares. Tive a oportunidade de participar de uma #BookTour junto com outros blogueiros e não é que o primeiro livro da Karen me pegou de jeito? O próprio título já demonstra a força que o enredo trás para o leitor. E você entenderá o porquê nesta resenha. 

O livro conta a história de Vívian, uma mulher que tem uma vida intrigante e despertou minha curiosidade de primeira. Ela tem uma vida normal até que ela presencia um acidente e passa a ter visões de um homem que conheceu no passado e que não desejaria nunca mais vê-lo em seu presente, nem em seu futuro. A sinopse é tão sincera em relação ao livro que uma pergunta feita na mesma, eu me fiz assim que li uma parte do livro: Até que ponto um pesadelo é fruto da imaginação?
 

“Eu não entendia. A única linguagem que Gabriel respeitava era o grito e a dor.”


Sabe aqueles personagens que você adoraria matar? Gabriel é um deles. O cara não me desceu nas primeiras cenas em que aparece. É metido, cheio de si. E é com ele que Vívian tem um passado que gostaria de esquecer. Gabriel não se conforma por ter sido deixado, mesmo tendo consciência do mal que causou na vida de Vívian e sua família.


“Assim que encostei a cabeça no vidro gelado, eu o vi.” 


A escrita de Karen é muito boa, deixando claro nas passagens passado/presente narradas por Vívian o quanto Karen tomou cuidado para escrever uma história de altíssima qualidade envolvendo pesadelos. Já li algo a respeito, mas nunca tinha encontrado um livro que me fizesse pensar se teria pesadelos como os da personagem. É um prazer enorme quando isso acontece, pois prova o quando a autora é boa e tem a crescer. 

Karen Alvares é um diamante raro que tenho o prazer de conhecer, admirar e acompanhar seu talento evoluir cada vez mais. 


“A vida é um jogo de tabuleiro; daqueles que você joga o dado e anda uma, duas, cinco casas. Se você não aprender o que tem que ser aprendido na vida, vai ser obrigado a voltar ao início e tentar de novo até conseguir. Se você teimar nos mesmos erros, vai ter que voltar ao início do tabuleiro.”
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Dica musical: 이게 무슨 일이야 (What's happening?) - B1A4 (K-pop)

Que tal uma dica musical neste sábado de sol?

Sou uma nova, mas apaixonadíssima fã de K-pop. As danças, as músicas, as roupas e a língua são incríveis! É tudo muito complexo e, ao mesmo tempo, interessante!

Esta música é bem divertida! E o clipe... Bem, vejam por si próprios:



Não é todo mundo que curte, eu sei, mas não desanime! O K-pop é tão diversificado, com certeza há algum grupo de que gostará MUITO!

Se você gostou, veja mais vídeos no canal deles e espalhe a notícia! ;)

Ana Carolina Nonato.
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Show Club #1: Ouran High School Host Club (Anime)

Olá, pessoal! 

Decidi começar um outro quadro sobre animes, mangás, séries de tv, dramas, etc! 

A discussão de hoje é sobre o anime “Ouran High School Host Club” (“Colégio Ouran Host Club, em português), baseado no mangá homônimo de Bisco Hatori. 




O mangá foi publicado na revista LaLa durante 8 anos (2002-2010). Apesar de ser adepta do “leia o livro primeiro”, comecei com o anime desta vez. Sou um tanto impaciente e shoujo me deixa… receosa.

Não sabe o que é shoujo? Clique aqui.

A adaptação a anime ocorreu em 2006, com a produção de 26 episódios sob a direção de Takuya Igarashi. 
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Termos de fandom (1): I #ship it/Eu #shippo!

Olá, queridos!

Estou começando uma série semanal sobre fandom! Vamos discutir os mais diversos termos e, quem sabe, até tornar este blog uma espécie de Fanlore brasileiro!

(Brincadeirinha! Se quiserem ter acesso a praticamente todos os tipos de termos de fandom, recomendo dois lugares: Tumblr e Fanlore. Sério.)

E o termo da semana é: SHIP! 


Antes de começarmos com a parte das definições, peço que assistam ao seguinte vídeo:



"Shipping em fandom é o ato de dar apoio ou torcer por um relacionamento romântico em particular — isto é, het (hétero), slash (homem/homem), femslash (mulher/mulher), ou poly (três ou mais parceiros) ship — debatendo, escrevendo metas sobre isso ou criando outros tipos de trabalhos de fãs para explorá-los. Fãs que promovem seus ships favoritos são chamados de shippers. Eles devem declarar se o relacionamento existe na história original, se eles gostariam que existisse ou se simplesmente gostam de imaginá-lo." (Livre tradução de Fanlore)

Ship é basicamente o que fazemos todos os dias desde que nascemos: torcer para que certas pessoas fiquem juntas. A diferença é que os shippers não têm restrição: eu já vi um ship entre bigodes! E foi a fanfic mais bizarra que já li.

Como estamos falando de ships, vou descrever outros termos relacionados a eles:

OTP (ou "one true pairing"): é o seu ship favorito, aquele pelo qual você praticamente morreria.
nOTP: esse "n" vem de "no/não", ou seja, aquele ship que você mais detesta.
brOTP (ou bromance): é um relacionamento de amizade entre amigos que beira o ship, mas você prefere que continue desta maneira.

E os meus ships? \o/
Johnlock (John Watson/Sherlock Holmes - Sherlock BBC): OTP. <3

Bubbline/Gumball (Marceline/Bubblegum; Marshall/Gumball - Adventure Time): ah, o relacionamento delas é tão fofinho! E, segundo a dubladora original da Marcie, elas já tiveram alguma coisa no passado! \o/ Quase canon!

Darcy/Elizabeth Bennet: Não preciso nem dizer, né? Jane Austen é D-I-V-A!

O que acharam? Quais são seus ships favoritos? Alguém aí também é viciado em tumblr? :P

E nada de ódio e preconceito com os outros! :)

Ana Carolina Nonato.


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Resenha: A morte de Ivan Ilitch - Leon Tolstói

A morte de Ivan Ilitch
Autor: Leon Tolstói
Editora: L&PM Pocket
Ano da edição: 1997
Páginas: 109
Tradutor(a): Vera Karam
Revisores: Renato Deitos e Flávio Dotti Cesa
ISBN: 85-254-0600-7
Tipo: literatura russa, romance.

Sinopse: "Muitos críticos consideram A morte de Ivan Ilitch como a novela mais perfeita da literatura mundial; a agonia de um burocrata insignificante serve de pretexto ao autor para nos contar uma história que diz respeito ao destino de cada um de nós e que é impossível ler sem um frêmito de angústia e de purificação"

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Livro Viajante #1: Emma - Jane Austen

Olá, queridos! Como vão?

Preciso colocar meus livrinhos para viajar este mundo urgentemente! Vê-los parados na estante me deixa tão triste... Decidi fazer um LV pra vocês (estava pensando em sortear, mas acho o LV uma ideia melhor)!

E sabe o que torna este LV legal? Você! :D Como parte da diversão, abrirei o blog para que qualquer participante possa falar sobre o livro. Não precisa ser resenha: pode ser um comentário, uma fanfic, uma fanart, o que sua imaginação quiser! Atenção: isto não é obrigatório para participar, ok?

Regras Obrigatórias
1) Ser residente no Brasil.
2) Possuir uma conta no skoob. Vá até a página do LV (http://www.skoob.com.br/topico/mostrar/44592) e comente com nome completo, endereço de e-mail válido e cidade em que reside.
3) Prazo de leitura: 30 dias. Após este período, o participante deve enviar o livro para o próximo da lista e colocar o código de rastreio no tópico.
4) Ser responsável. Se precisar de mais tempo, avise.

Opcionais
1) Publicar algum conteúdo relacionado ao livro no blog Seis Milênios de sua autoria.
2) Participar do sorteio do livro ao final da viagem. Para isto, basta indicar "Desejo participar do sorteio".

VAGAS: 10

Gostaram? Eu também! :D Mal posso esperar para ver os lugares maravilhosos pelo qual "Emma" viajará!


Ana Carolina Nonato.
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Resenha: A Bandeja - Série Despertar - Livro 1 - Lycia Barros




Autora: Lycia Barros
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano: 2014
ISBN: 978-85-8041-279-6



Aos 18 anos, Angelina está prestes a viver o maior desafio de sua vida: sair de Petrópolis para estudar no Rio de Janeiro, deixando para trás os cuidados e a proteção de seus pais.
Assim que se instala na república de estudantes e começa a assistir às aulas, a jovem percebe que as dificuldades serão muitas. Angelina já está desanimando de sua nova vida quando esbarra no lindo Alderico – ou Rico –, um cara capaz de fazer qualquer garota perder o fôlego. O que ela não poderia imaginar era que Rico é seu professor de linguística e se interessaria por ela também.
Deslumbrada com a descoberta da paixão e certa de que Rico é seu grande amor, Angelina se joga de cabeça nessa relação, ignorando todos os conselhos que recebera dos pais a vida inteira.
Ao mesmo tempo ela começa a ter sonhos que não consegue entender: homens lhe oferecem objetos numa bandeja e, logo depois que Angelina aceita seus presentes, eles se transformam em feras e desaparecem numa floresta.
Primeiro volume da série “Despertar”, A bandeja é um romance arrebatador que retrata os dramas e as provações pelos quais qualquer jovem passa quando se afasta de sua essência e deve trilhar de novo o caminho do amor verdadeiro e de Deus.


A escrita de Lycia é constantemente comparada à escrita de Nicholas Sparks. Como sou muito “chegado” a um romance, resolvi ler o livro e ver se realmente existe algo em comum em suas respectivas narrativas. Infelizmente, não encontrei muitas semelhanças. Ambos escrevem bem, mas existe uma linha tênue que separa Lycia Barros a quilômetros de distância do nosso queridinho Nicholas Sparks. E você entenderá o porquê nesta resenha.

A Bandeja é o primeiro livro de Lycia Barros publicado (em 2010), e republicado pela Editora Arqueiro em 2014. Também é o primeiro livro da série Despertar, que contará com quatro volumes. O que chama a sua atenção de primeira neste livro é a capa. Muito bem trabalhada e lembra muito as capas do Sparks. Como eu disse ali em cima, somente as capas são semelhantes.

Este é o segundo livro da Lycia que leio e tenho dificuldades para terminar. Peguei o livro todo animado, afinal a capa/sinopse/diagramação feitos pela Arqueiro ficaram impecáveis. Ao ler o primeiro capítulo, achei interessante o ponto de vista da personagem. Depois do segundo e terceiro capítulo, achei irritante. E agora, o que fazer para terminar uma leitura, se você acha a protagonista irritante? Faz um café ou chá, respira fundo e continua.

Vocês devem estar se perguntando o motivo de minha pessoa ter achado a protagonista irritante. Bom, sou um leitor do tipo que acredita na liberdade de expressão. Não somente no que devemos falar e não falar, mas das nossas atitudes. Angelina é totalmente o contrário de tudo o que aprendi com a Sara (personagem de Puro Êxtase, leia a resenha clicando aqui), por exemplo. 


“— Não me fale nada. É minha roupa de igreja, peça única. – sorriu e entramos.”


Angelina segue uma religião à risca. Afinal, seus pais são rígidos e ao se deparar com a mudança feita em sua vida, ela percebe que precisa de muita força e oração para continuar seguindo seus votos. Oh, céus. 

Rico – podem gritar meninas, ele é lindo de doer – é um professor por quem Angelina se apaixona perdidamente. E até então, é um romance recíproco. Ao mesmo tempo que esse romance acontece, Angelina tem sonhos muito bizarros – que são narrados com perfeição, admito – onde ela recebe objetos numa bandeja e depois os mesmos viram feras que correm para a floresta. Agora Angelina precisa seguir com sua faculdade e descobrir o significado dos seus sonhos, sem sair da trilha que sua religião segue.


“— Olá turma, meu nome é Alderico Schimitz e sou o professor de Linguística I.”


Algo que talvez tenha me irritado mais que o normal, não sei se pela questão espiritual do livro, foi a opinião de Angelina a coisas que eu mesmo acho normal nos dias de hoje. Talvez a leitura não tenha me agradado por tratar-se de um romance meio que gospel. É um bom livro para quem gosta do gênero, mas acho um erro comparar sua escrita com a do Sparks (sim, eu li trocentos livros do Sparks e ainda espero ler outros).

Bom, embora não tenha curtido tanto a leitura... É um romance que vale a pena conferir, principalmente você leitor, que gosta dos livros do Nicholas Sparks – talvez encontre alguma semelhança nas duas narrativas que eu não encontrei. Lembrando que esta opinião é minha, posso não ter gostado do livro como gosto dos livros do Spakrs, mas você pode ler e adorar. Afinal, somos todos leitores e possuímos gostos literários diferentes. E como diz o velho ditado: gosto não se discute.
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